2026 começando. Antes de definir metas, vamos revisar as premissas da mídia digital?

2026 começando. Antes de definir metas, vamos revisar as premissas da mídia digital?

Todo começo de ano costuma vir acompanhado de rituais conhecidos. Revisão de resultados, definição de metas, ajustes de orçamento, novas apostas em canais, formatos e tecnologias. É quase automático. O problema é que, muitas vezes, essas decisões partem de premissas que já não correspondem ao ambiente real onde da mídia digital.

Estamos medindo mais do que nunca. Temos dashboards mais completos, relatórios muito mais rápidos e uma quantidade sempre crescente de dados à disposição. Ainda assim, a sensação de controle não aumentou na mesma proporção. Em alguns casos, ela até diminuiu. E muito.


Talvez porque o que mudou não foi apenas a tecnologia. Foi o lugar onde a decisão acontece.


Durante muitos anos, o mercado se acostumou a enxergar a jornada de forma relativamente linear. O usuário buscava, clicava, navegava, comparava e logo decidia. No ambiente da mídia digital a visibilidade estava concentrada sempre em pontos conhecidos. A performance podia ser discutida a partir de métricas estáveis. Era um sistema imperfeito, mas relativamente compreensível.

Hoje, essa lógica começou a se fragmentar.


Em 2026, esse cenário ganha uma camada extra de pressão. Aliás, duas camadas. Um ano com Copa do Mundo e eleições tende a concentrar investimento, atenção e disputa como poucos. Mais verba em circulação não significa mais clareza. Significa mais automação, mais intermediários, mais tentativas de captura de atenção e mais ruído disputando decisões que há algum tempo não acontecem de forma linear. É nesses momentos que sistemas frágeis mostram suas falhas.


É realidade: a inteligência artificial passou a mediar buscas, respostas e recomendações. Bots sofisticados se tornaram parte estrutural do tráfego. Concorrentes e intermediários aprenderam a capturar intenção pronta. Plataformas fecharam seus ecossistemas. E os relatórios continuaram organizados, mesmo quando deixaram de explicar o que realmente está influenciando o resultado.

O risco não está em usar automação, IA ou novos modelos de mídia. Isso é inevitável. O risco está em continuar interpretando o cenário com instrumentos pensados para outro contexto. Para o passado.

Quando métricas tradicionais deixam de refletir a qualidade do tráfego, quando o clique já não representa intenção, quando a decisão acontece antes da visita ao site, insistir nos mesmos indicadores gera conforto, mas não clareza. E conforto, no começo do ano, pode ser perigoso.

Talvez a pergunta mais importante para este momento não seja “onde investir mais”, mas “o que estamos deixando de enxergar” na mídia digital.

Quais interferências estão atuando sobre a jornada?
Onde a visibilidade está sendo construída ou desviada?
Que parte do desempenho vem de intenção real e qual vem de ruído?


Essas questões raramente aparecem no topo das pautas de planejamento, mas definem boa parte do que acontece ao longo do ano.

Na Click Alert, temos observado exatamente isso: marcas que continuam investindo pesado em mídia digital, mas perdem clareza sobre o caminho entre exposição, decisão e resultado. Não por falta de esforço, mas porque o ambiente se tornou mais opaco. Mais intermediado. Menos direto.

Começar o ano repetindo modelos antigos é confortável. Revisar premissas exige mais trabalho. Mas, em um cenário em que a mídia muda de camada, enxergar melhor passa a ser mais estratégico do que simplesmente fazer mais.

Antes de definir metas, talvez valha a pena fazer uma pausa breve. Não para prever o futuro, mas para entender o presente com mais precisão. Porque quando o ambiente muda, insistir nas mesmas perguntas costuma levar às mesmas respostas. Mesmo quando elas já não explicam o que importa.

Em 2026, conte conosco para melhor cada vez mais sua visibilidade. Fazendo as perguntas certas. E ainda, mais, obtendo as respostas. Estamos sempre prontos, só nos chamar aqui.

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