O canal que ninguém audita é o canal que mais desvia seu investimento.
By Redação Click Alert ·02 September 2026
A Serasa Experian identificou 37.845 anúncios, páginas, perfis e aplicativos falsos ao longo de 2025 — todos tentando se passar por marcas reais para aplicar golpe. O número em si já preocupa. O detalhe que deveria tirar o sono de quem gerencia marca é outro: 77% dessas ameaças nasceram em redes sociais.
Não em busca paga. Não em e-mail. Não em site clonado hospedado em domínio suspeito. Em Instagram, Facebook, TikTok — nos mesmos lugares onde sua empresa investe budget de mídia, constrói comunidade e responde comentário de cliente.
O motivo é estrutural, não circunstancial: redes sociais foram desenhadas para amplificar. Um perfil falso não precisa de tráfego pago para escalar — ele usa a própria mecânica de compartilhamento e impulsionamento que você usa para crescer organicamente. O algoritmo que empurra seu conteúdo bom empurra o golpe ruim com a mesma eficiência.
Anúncio ou vitrine: dois formatos, um objetivo
Dentro desse universo, a Serasa identificou um padrão claro de como o golpe se estrutura:
56% são anúncios fraudulentos — peças pagas, muitas vezes clonando criativo, tom de voz e até promoções reais da marca, para captar clique e conversão que nunca chegam até você.
32% são perfis falsos — e aqui está o dado que muda a forma de pensar proteção de marca. Esses perfis raramente têm o golpe completo dentro deles. Funcionam como vitrine: atraem, geram confiança com estética idêntica à sua, e então direcionam o usuário para fora da plataforma — formulário, link de WhatsApp, aplicativo malicioso.
Ou seja: o golpe não acontece onde você está olhando. Ele começa lá, mas termina em outro lugar, fora do alcance de qualquer relatório de mídia paga que sua agência te entrega.
O tempo que existe entre o golpe nascer e você saber que ele existiu
Aqui está o número que interessa de verdade: quando a Serasa identifica uma ameaça, o tempo mediano entre detecção e remoção é de 4 dias. Em metade dos casos, o conteúdo cai nesse prazo. Na outra metade, demora mais.
Mas repare no que esse número não conta: ele começa a contar depois que alguém detecta o problema. Antes disso — entre a criação do perfil falso e o momento em que alguém, em algum lugar, percebe que ele existe — não há prazo, não há métrica, não há linha no relatório.
É esse intervalo, o que acontece antes da detecção, que decide se sua marca vai perder cliente por golpe ou não. E é exatamente esse intervalo que nenhuma plataforma social mede para você, porque não é interesse comercial dela mostrar quanto conteúdo fraudulento passa despercebido no próprio ecossistema.
Por que isso não é um problema de TI, é um problema de gestão de marca
Times de marketing costumam tratar perfil falso como incômodo pontual: alguém denuncia, a rede social eventualmente remove, segue o jogo. O dado da Serasa mostra outra escala: são de 3 mil a 4 mil ameaças novas identificadas por mês, só nesse levantamento — que cobre uma fração das marcas monitoradas no país.
Isso não é exceção. É volume constante, operacional, que exige tratamento constante e operacional. Uma empresa que revisa orçamento de mídia mês a mês, mas não tem processo nenhum para monitorar uso indevido do próprio nome em redes sociais, está gerenciando metade do problema.
E o custo de ignorar essa metade não aparece como linha de despesa. Aparece como cliente que caiu em golpe usando seu nome, atendimento sobrecarregado respondendo "isso é vocês mesmo?", e reputação erodindo em silêncio — porque quem foi enganado raramente avisa a marca original. Só para de confiar nela.
O que fazer com esse dado?
Três movimentos, na ordem certa:
Primeiro, mapear. Antes de reagir a denúncia isolada, é preciso saber a extensão real: quantos perfis, páginas e anúncios estão usando o nome da marca agora, em todas as redes, não só na que a equipe de social media acompanha.
Segundo, medir a velocidade própria. Qual é hoje o tempo entre um perfil falso nascer e alguém da empresa perceber? Se a resposta for "não sabemos", esse já é o diagnóstico.
Terceiro, tratar como rotina, não como crise. O padrão da Serasa mostra ameaças constantes, mês a mês. A resposta correspondente não é força-tarefa quando estoura um caso grave — é monitoramento contínuo, com processo de remoção definido antes de precisar dele.
O dado nacional é um alerta. O que ele significa para o seu negócio é outra pergunta — e essa só um diagnóstico específico responde.
A Click Alert identifica sequestro de marca em redes sociais antes que ele vire prejuízo — perfis falsos, anúncios clonados e uso indevido do seu nome, com monitoramento independente das próprias plataformas. Solicite um diagnóstico.
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FAQ (schema FAQPage)
O que é sequestro de marca em redes sociais?
É quando terceiros criam perfis, páginas ou anúncios que imitam uma marca real — usando nome, identidade visual e tom de comunicação — para enganar consumidores e capturar cliques, dados ou vendas que deveriam ir para a empresa original.
Por que redes sociais concentram a maior parte desses golpes?
Porque a própria mecânica de compartilhamento e impulsionamento das plataformas sociais acelera o alcance de conteúdo falso da mesma forma que acelera conteúdo legítimo, sem exigir investimento em mídia paga por parte do fraudador.
Qual a diferença entre anúncio falso e perfil falso nesse contexto?
O anúncio falso é a peça paga que captura clique diretamente. O perfil falso funciona como vitrine — constrói confiança imitando a marca e depois direciona o usuário para fora da plataforma, onde o golpe de fato se completa.
Quanto tempo uma empresa geralmente leva para detectar esse tipo de fraude?
Sem monitoramento estruturado, não há prazo definido — o perfil ou anúncio pode operar por semanas antes de ser notado. Com monitoramento ativo, o tempo mediano entre detecção e remoção gira em torno de poucos dias.
Como uma empresa começa a se proteger disso?
Mapeando a extensão atual do problema (quantos perfis/anúncios falsos existem hoje usando o nome da marca), medindo o tempo de resposta atual, e implementando monitoramento contínuo em vez de reagir caso a caso.